Hélio Morais

Hélio Morais é motor de Linda Martini e a metade que move PAUS. Três anos depois da estreia a solo com “MURAIS”, entrega-nos de peito aberto “Pisaduras”, um manifesto íntimo das nódoas negras que lhe pintaram a pele ao longo do tempo. Hélio acredita num sentido de comunidade que escuta, acolhe, cuida e cura e por isso, ainda que se apresente a solo, fez um disco sobre partilha. Traz a verdade nas canções, sem artifícios ou truques na manga e enche o palco num concerto íntimo, repleto de gente amiga.

Quis Saber Quem Sou

Quis Saber Quem Sou — Um Concerto Teatral, de Pedro Penim, revisita as canções da revolução, as palavras de ordem, as cantigas que são armas, mas também as histórias pessoais das gerações que fizeram o 25 de Abril, trazendo para o palco jovens atores/cantores e colocando nas suas vozes e nos seus corpos a memória das palavras da liberdade.

Após estreia em Lisboa, e depois de várias apresentações em Aveiro, Porto e Loulé, Quis saber quem sou – um concerto teatral chega agora a Cem Soldos e ao Festival Bons Sons.

Esta apresentação especial privilegia a dimensão musical da criação, dirigida por Filipe Sambado, dando destaque à visão pessoal de Pedro Penim sobre um cancioneiro de teor político e de protesto, dos séculos XX e XXI. José Mário Branco, José Afonso, Fausto, GAC – Vozes na Luta, Ermelinda Duarte, B Fachada, Elis Regina, Woody Guthrie e Os Tubarões são alguns dos nomes nacionais e estrangeiros invocados nesta criação.

Unsafe Space Garden

As formas e as cores são a porta de entrada neste jardim musical. Os Unsafe Space Garden são Nuno Duarte, Alexandra Saldanha, Filipe Louro, Diogo Costa, José Vale e Pedro Vasconcelos/João Cardita. Em cinco anos de existência lançaram “Guilty Measures” (2020), “Bro, You Got Something In Your Eye – A Guided Meditation” (2021) e, “WHERE’S THE GROUND?” (2023). São um jardim em movimento repleto de composições honestas, vozes em alternância entre o inglês e português, solos de guitarra, sintetizadores escorregadios e uma alegria imensa em trazer mais cor à já colorida aldeia de Cem Soldos.

Teresa Salgueiro

Teresa Salgueiro está sempre em movimento. Desde que subiu ao palco pela primeira vez com apenas 18 anos, não parou mais. Seja como membro fundador dos Madredeus, seja nos últimos 15 em nome próprio, tem demonstrado uma capacidade invulgar de se reinventar, imprimindo um timbre único ao seu percurso em várias áreas. De Portugal e do Mundo.

A Cem Soldos, traz um espectáculo de celebração de uma vida dedicada à música, com arranjos inéditos para canções que simultaneamente marcam a sua carreira e a projetam para o futuro. Um instante no tempo em que o tempo pára, para ouvir a Teresa cantar.

Silk Nobre

Músico, vocalista, compositor e ator, Silk Nobre fez parte de vários projetos musicais como Shout, Funky Messengers, Mister-Lyzard, Funk do Boi, Cais Sodré Funk Connection e atualmente a solo. Como ator, fez parte do Teatro da Garagem, tendo participado também em filmes, novelas e séries. Conta com sete álbuns gravados, sendo o último o poderoso “Diz à Mãe Que Está Tudo Bem!”, editado em 2023. Sinónimo de explosão de várias culturas que foi absorvendo, desde o rock ao rap, passando pelo metal e jazz, convida-nos para uma viagem pela herança da música negra.

Ganso

Os Ganso voltaram para novas aventuras. Depois de lançarem “Os Meus Vizinhos” (2019), Luís Ricciardi, João Sala, Miguel Barreira, Gonçalo Bicudo e Diogo Rodrigues trazem-nos grooves dançantes. Por agora mostram-nos um conto distópico e um poema de amor, nas duas novas canções irmãs que lançaram: “Sorte a Minha” e “Gino (O Menino Bolha)”. Resta-nos agora desprender o corpo e dançar livremente em frente ao Palco António Variações.

Ana Lua Caiano

Para Ana Lua Caiano a música popular é aquela que acontece todos os dias. Compositora, produtora, em digressão com o primeiro álbum “Vou Ficar Neste Quadrado”, carrega, em simultâneo, a tradição da música portuguesa e a novidade da eletrónica. Da união de sintetizadores, beat-machines e sons retirados do quotidiano, nascem todas as sonoridades que ouvimos ao vivo. Na força do bongo, Ana Lua Caiano traz um novo ritmo à tradição e um bate-pé que vai ressoar em toda a aldeia de Cem Soldos.