Sampladélicos

Sílvio Rosado, músico, e Tiago Pereira, documentarista, criam uma performance audiovisual a partir das gravações de práticas musicais ou ambientes sonoros de um determinado local. Construindo, por um lado, um arquivo vivo de documentos de uma música/ sonoridade identitária local, que pode ser consultado e que mantém a memória viva, e, por outro lado, a desconstrução desse mesmo arquivo/ memória, permitindo que a comunidade se reveja e se questione, criando, ao mesmo tempo, um espaço lúdico de fruição onde se pode dançar a memória ou seguir uma história.

Éme

João Marcelo é o cantautor lisboeta por trás de Éme mas é rodeado de amigos que trabalha bem. Se na instrumentalização conta com outros membros na bateria, no baixo eléctrico e nas teclas, na produção a influência de B Fachada é determinante:  “É mais uma questão de moldar as canções àquilo que eu sou”.

Benjamim

Depois de 4 anos em Londres, voltou para o Alentejo e perdeu o Walter que lhe precedia o nome. Escreve agora em português e canta o seu passado: memórias das colónias onde esteve o pai, filmes de super 8, aceleradelas na marginal, o Porto da mãe e histórias à mesa. Benjamim é um pós-modernista e a sua identidade está espalhada por todo o lado.

Penicos de Prata

Este quarteto formado por contrabaixo, violoncelo, ukulele, guitarra e vozes, compõe música para poemas de cariz erótico e satírico, de autores portugueses. A sua música procura criar universos desconcertantes e transgressores, enquadrados na respeitável tradição nacional da poesia dita brejeira ou burlesca.

Amália por Júlio Resende

Júlio Resende é já um dos mais prestigiados pianistas nacionais e neste projecto ele recria, ao Piano, algumas canções do repertório de Amália Rodrigues. A tradição e a modernidade convivem em harmonia, onde o património é preservado pela inovação e onde o Fado e a Saudade se soltam nos caminhos da improvisação.

Enraizarte

Em 2008 três “canalhos” iniciaram-se com a formação de festa transmontana: gaita, caixa e bombo. Desde então, as raízes estenderam-se a um grupo de 11 músicos, apresentando uma sonoridade que vai da ortodoxia ao experimentalismo e tendo a música tradicional como denominador comum. Enraizarte faz jus ao ser transmontano, povo de perseverança, força e criatividade.

Riding Pânico

Nos intervalos dos álbuns (Lady Cobra em 2008 e Homem Elefante em 2013) os post-rockers mantêm-se em concertos com um público fiel. Composto por membros de Paus, If Lucy Fell e Men Eater, cada música do seu rock instrumental é como um desembrulhar dum presente, o ritmo e a intensidade variam e deixam-nos levar por um multiplex de sensações.

OrBlua

Este projecto algarvio caracteriza-se pela originalidade das composições originais e pelo carácter multi-instrumentista dos 3 músicos. Em palco utilizam cerca de 20 instrumentos desde os mais antigos, como a sanfona ou a gralha, aos étnicos como a gaita-de-foles, o bouzouki ou o adufe, aos contemporâneos como o baixo eléctrico ou o piano, até ao electrónico uso de loop station.

Tocá Rufar

O Tocá Rufar é um projecto-modelo de formação artística e cultural para a afirmação e promoção da percussão tradicional portuguesa e do instrumento bombo. O projecto distingue-se ao colocar a cultura portuguesa, o conhecimento e a arte em posição privilegiada como fonte de valor, de desenvolvimento e de contemporaneidade.

Torto

Um trio de rock (baixo, guitarra e bateria) formalmente instrumental, formalmente faminto! Sem voz, sem refrões, nem flautas, sente-se uma enorme cumplicidade entre estes rapazes que vertem nas diferentes músicas uma energia sempre original, capaz de nos embalar.