First Breath After Coma

Com uma maturidade composicional incomum numa formação com músicos tão jovens, nunca esconderam a sua forte paixão pelo pós-rock mas não conseguem fugir ao formato de canção onde a melodia e a voz se cruzam com a intensidade própria do género que os inspira.

Sai de 4

Armada Guerra My Ass era o nome óbvio e chegou a estar em cima da mesa à volta da qual se juntaram para congeminar o assalto a Cem Soldos. Soava bélico o suficiente e a ocasião não exigia menos que isso. Mas um DJ set conjunto merecia uma designação mais gráfica. Mais fiel ao que vai acontecer a quem estiver na noite de encerramento do BONS SONS. Se cada um por si é o que é, e Lisboa não os deixa mentir, imaginem como será a quatro. Durante pelo menos quatro horas. Quem lá estiver “sai de quatro” e o nome tinha de ser esse.

Sampladélicos

Sílvio Rosado, músico, e Tiago Pereira, documentarista, criam uma performance audiovisual a partir das gravações de práticas musicais ou ambientes sonoros de um determinado local. Construindo, por um lado, um arquivo vivo de documentos de uma música/ sonoridade identitária local, que pode ser consultado e que mantém a memória viva, e, por outro lado, a desconstrução desse mesmo arquivo/ memória, permitindo que a comunidade se reveja e se questione, criando, ao mesmo tempo, um espaço lúdico de fruição onde se pode dançar a memória ou seguir uma história.

Éme

João Marcelo é o cantautor lisboeta por trás de Éme mas é rodeado de amigos que trabalha bem. Se na instrumentalização conta com outros membros na bateria, no baixo eléctrico e nas teclas, na produção a influência de B Fachada é determinante:  “É mais uma questão de moldar as canções àquilo que eu sou”.

Benjamim

Depois de 4 anos em Londres, voltou para o Alentejo e perdeu o Walter que lhe precedia o nome. Escreve agora em português e canta o seu passado: memórias das colónias onde esteve o pai, filmes de super 8, aceleradelas na marginal, o Porto da mãe e histórias à mesa. Benjamim é um pós-modernista e a sua identidade está espalhada por todo o lado.

Penicos de Prata

Este quarteto formado por contrabaixo, violoncelo, ukulele, guitarra e vozes, compõe música para poemas de cariz erótico e satírico, de autores portugueses. A sua música procura criar universos desconcertantes e transgressores, enquadrados na respeitável tradição nacional da poesia dita brejeira ou burlesca.

Amália por Júlio Resende

Júlio Resende é já um dos mais prestigiados pianistas nacionais e neste projecto ele recria, ao Piano, algumas canções do repertório de Amália Rodrigues. A tradição e a modernidade convivem em harmonia, onde o património é preservado pela inovação e onde o Fado e a Saudade se soltam nos caminhos da improvisação.

Enraizarte

Em 2008 três “canalhos” iniciaram-se com a formação de festa transmontana: gaita, caixa e bombo. Desde então, as raízes estenderam-se a um grupo de 11 músicos, apresentando uma sonoridade que vai da ortodoxia ao experimentalismo e tendo a música tradicional como denominador comum. Enraizarte faz jus ao ser transmontano, povo de perseverança, força e criatividade.

Riding Pânico

Nos intervalos dos álbuns (Lady Cobra em 2008 e Homem Elefante em 2013) os post-rockers mantêm-se em concertos com um público fiel. Composto por membros de Paus, If Lucy Fell e Men Eater, cada música do seu rock instrumental é como um desembrulhar dum presente, o ritmo e a intensidade variam e deixam-nos levar por um multiplex de sensações.

OrBlua

Este projecto algarvio caracteriza-se pela originalidade das composições originais e pelo carácter multi-instrumentista dos 3 músicos. Em palco utilizam cerca de 20 instrumentos desde os mais antigos, como a sanfona ou a gralha, aos étnicos como a gaita-de-foles, o bouzouki ou o adufe, aos contemporâneos como o baixo eléctrico ou o piano, até ao electrónico uso de loop station.