Da Chick

Com paixão e frontalidade, Da Chick quer, pode e manda. Ela traz o funk da velha escola, o groove eterno da soul e salta ao balanço rítmico do disco sound com um cocktail na mão, debitando letras açucaradas sobre deliciosas batidas. “Chick to Chick”, o seu primeiro álbum, é um disco sem estação – tem tanto de Verão como de Inverno. Dá os dois pólos que a caracterizam: de um lado a “street diva” e, do outro, uma Chick mais calma, sóbria e pronta para crescer.

Cristina Branco

Dentro de uma área de fortes raízes conservadoras e tradicionalistas como é o caso do fado, Cristina Branco apresenta uma alternativa alicerçada em poetas eternos-clássicos, compositores requintados e músicos de excelência que transpõem para as actuações ao vivo uma aura única. A sua discografia e presença em palco têm um significado muito particular, num trilho único traçado entre a sofisticação, a tradição e a inovação.

LODO

Os LODO são um projecto de rock progressivo iniciado em 2013. A banda de Cem Soldos cria sonoridades fluidas e experimentais resultantes da combinação de várias influências dos quatro cantos do mundo. Dois anos depois do seu nascimento, a banda foi finalista do NOS Live Act, garantindo a actuação no Festival NOS Alive 2015. Lançaram recentemente o seu primeiro EP, homónimo, composto por temas que deixam de lado as vozes para dar lugar à experiência sonora instrumental.

Tiago Pereira

Tiago Pereira estudou na Escola António Arroio e formou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, desenvolvendo em paralelo formação na área do teatro, música e pedagogia. Em 1997 iniciou o seu percurso na área da percussão tradicional portuguesa, criando um gosto muito forte por esta área, ao qual deu continuidade nos projectos de música portuguesa em que toca actualmente, como Roncos do Diabo e Ai!.

Lavoisier

Lavoisier é a voz de Patrícia Relvas e a guitarra eléctrica de Roberto Afonso. Partilham o espírito do movimento Tropicalista, de Giacometti e de Lopes-Graça. Foi através desses registos que se apaixonaram pelo canto do povo português e conheceram as suas maiores fontes de inspiração que são, afinal, as suas próprias raízes. As suas visões sobre a tradição ultrapassam os conceitos e assumem uma dinâmica própria, num movimento perpétuo.

Few Fingers

Trazem canções simples e despretensiosas, embaladas pela lap steel guitar, que assumem um legado folk e uma escola indie. Nuno Rancho e André Pereira criaram um tema para o Leiria Calling e assim nasceram os Few Fingers. Em palco fazem-se acompanhar por Luís Jerónimo (Nice Weather for Ducks), Tiago Domingues (Les Crazy Coconus) e Paulo Pereira (David Fonseca). “Burning Hands” é o álbum que apresentam.

Os Serrenhos do Caldeirão

Trabalho elaborado no âmbito do Festival Encontros do Devir, da DeVIR, em torno da desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve. É um olhar sobre práticas de vida tradicionais e rurais em geral, conhecimentos das culturas orais de norte a sul do país.
Com este retrato alargado dos Serrenhos do Caldeirão, Vera Mantero fala de povos que possuem uma sabedoria que perdemos, uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Mas é uma sabedoria que podemos (e devemos, para nosso bem) reactivar.

Grutera

Grutera é o alter-ego de Guilherme Efe, guitarrista nascido na Nazaré. Em 2013 estreou-se nas edições discográficas e rapidamente criou burburinho na imprensa nacional devido à sua abordagem à guitarra. Depois de gravar um álbum num mosteiro, editou, em Novembro de 2015, o terceiro registo, intitulado “Sur lie”, gravado no Túnel das Barricas da Herdade do Esporão. O local, segundo diz, dá uma identidade diferente à guitarra de Grutera.

Os Tunos

Vários foram os grupos que, apanhados na onda do rock instrumental dos anos 60, tentaram criar sensação em Portugal. A mentalidade da época, contudo, estava virada para outros ideais de música e estes grupos permaneceram esquecidos ao longo dos anos. Mas não para toda a gente. Recentemente, dois irmãos de Sintra resolveram retomar este estilo e fazer renascer os clássicos, quer através de novas versões instrumentais de um largo conjunto de temas, do fado à lambada, quer ainda de vários temas originais.

Adufeiras do Paúl

As Adufeiras da Casa do Povo do Paúl têm vindo a desenvolver um trabalho de recolha de lengalengas, adágios populares, orações e canções de todo o ano que, misturadas com os sons dos adufes, peneiras e pedrinhas, nos remetem para um jogo rítmico e para novas musicalidades das palavras. Este trabalho etnográfico surge da reinterpretação dos cantares das gentes ligadas ao campo, às festas e romarias de onde saem novas linhas melódicas e sobressaem os sons da tradição, originalidade e descontracção, sem perder o sabor ancestral das versões originais.