Motivados pela vontade de desenvolver uma sonoridade ímpar, trazem à mistura, ecos do imaginário português, a música tradicional que dele advém e a electrónica marcadamente influenciada pela arte feita em Braga durante os anos 80.
Edição: 2014
Campaniça Trio
Constituído por tocadores originários da região alentejana de Castro Verde, este trio está apostado em apresentar ao público o mais genuíno repertório de Viola Campaniça bem como a mestria do toque desta peculiar viola de arame. Pedro Mestre é o mentor e a acompanhá-lo está o dedilhar de David Pereira e a voz de José Diogo Bento.
A Presença das Formigas
A música portuguesa mantém-se enquanto linha condutora da qual nascem composições plenas de originalidade e invenção. Ao vivo, as “Formigas”, laboriosas e talentosas, fazem uso da sua variedade de timbre e de estilo, para criar um espectáculo único, onde a sua alegria e humor contagiantes criam momentos inesquecíveis.
Memória de Peixe
Miguel Nicolau (Guitarra) e Marco Franco (Bateria) formaram a banda em 2010. A curta memória (de peixe) é evocada nos seus loops de 8 segundos com que constroem a música que oscila entre a estrutura original e o espaço para o improviso.
António Chaínho
Corriam os anos sessenta e António Chainho, alentejano e no vigor dos vinte anos, logo demonstrou o seu virtuosismo na guitarra. Ela seria a sua noiva para o resto da vida. Com a modéstia que é reconhecida aos grandes, chama os maiores artistas para consigo partilhar a música. A acompanhar vozes do fado, a dividir o palco com outros virtuosos da guitarra, a emprestar a sonoridade inconfundível das 12 cordas a outras sonoridades do mundo, o Mestre António Chaínho é incansável na reinvenção da guitarra portuguesa. Sempre pronto a apostar nos novos valores, continua a surpreender.
Brass Wires Orchestra
Constituídos apenas em 2011, foram já destaque da publicação inglesa New Musical Express (NME). Esta banda de indie-folk-rock lançou, no início de 2014, o seu ansiado primeiro álbum de originais intitulado “Cornerstone”.
Samuel Úria
Devia ser cada vez mais fácil decifrá-lo. Mas não é. Samuel Úria é rebuscado, cifrado e, para dificultar a tarefa, está cheio de conteúdo para desvendar. E é assim que dá corda a si próprio, e a nós: desafia-nos constantemente para o acompanharmos na mensagem e no prazer de a decifrar. No último disco, “Carga de Ombro”, ouvimos vários momentos aparentemente opostos. Porque esse é o som de todas as complexidades. O da força e da perseverança é o grito de ar nos pulmões que impele um amigo a sair do chão, que repreende a estupidez de misturar saber com opinião, e denuncia o ridículo do medo que leva ao silêncio. E depois, o sussurrar de um segredo confessado quando nos diz que quer estar pronto a dizer “não sei”, que quer ser apenas mais um, mais um homem, vulgar e comum.
Capicua
Ana Matos Fernandes é MC militante desde 2004 e em 2012 conquistou o hip-hop nacional com a sua estreia em álbum de longa duração. Colabora em projectos com DJs e produtores de hip-hop nacionais e volta com novas palavras em 2014 no novo disco “Sereia Louca”.
Gaiteiros de Lisboa
Movimentam-se pela música tradicional e são hoje um tesouro vivo da música portuguesa. O investimento que fazem em pesquisa sonora leva-os a criar os próprios instrumentos. Combinam as vozes com percussão e sopro para projectar a identidade portuguesa para a modernidade.
Moullinex
Se existe uma característica comum em toda a boa música é a sua capacidade para esmagar fronteiras entre géneros, pistas de dança e sofás, doze polegadas e clips do Youtube. É aqui que entra Moullinex, ou Luís Clara Gomes, que se divide entre as pistas de dança de Lisboa (Lux) e Munique.