Ermo

Motivados pela vontade de desenvolver uma sonoridade ímpar, trazem à mistura, ecos do imaginário português, a música tradicional que dele advém e a electrónica marcadamente influenciada pela arte feita em Braga durante os anos 80.

Campaniça Trio

Constituído por tocadores originários da região alentejana de Castro Verde, este trio está apostado em apresentar ao público o mais genuíno repertório de Viola Campaniça bem como a mestria do toque desta peculiar viola de arame. Pedro Mestre é o mentor e a acompanhá-lo está o dedilhar de David Pereira e a voz de José Diogo Bento.

A Presença das Formigas

A música portuguesa mantém-se enquanto linha condutora da qual nascem composições plenas de originalidade e invenção. Ao vivo, as “Formigas”, laboriosas e talentosas, fazem uso da sua variedade de timbre e de estilo, para criar um espectáculo único, onde a sua alegria e humor contagiantes criam momentos inesquecíveis.

Memória de Peixe

Miguel Nicolau (Guitarra) e Marco Franco (Bateria) formaram a banda em 2010. A curta memória (de peixe) é evocada nos seus loops de 8 segundos com que constroem a música que oscila entre a estrutura original e o espaço para o improviso.

António Chaínho

Corriam os anos sessenta e António Chainho, alentejano e no vigor dos vinte anos, logo demonstrou o seu virtuosismo na guitarra. Ela seria a sua noiva para o resto da vida. Com a modéstia que é reconhecida aos grandes, chama os maiores artistas para consigo partilhar a música. A acompanhar vozes do fado, a dividir o palco com outros virtuosos da guitarra, a emprestar a sonoridade inconfundível das 12 cordas a outras sonoridades do mundo, o Mestre António Chaínho é incansável na reinvenção da guitarra portuguesa. Sempre pronto a apostar nos novos valores, continua a surpreender.

Brass Wires Orchestra

Constituídos apenas em 2011, foram já destaque da publicação inglesa New Musical Express (NME). Esta banda de indie-folk-rock lançou, no início de 2014, o seu ansiado primeiro álbum de originais intitulado “Cornerstone”.

Samuel Úria

Devia ser cada vez mais fácil decifrá-lo. Mas não é. Samuel Úria é rebuscado, cifrado e, para dificultar a tarefa, está cheio de conteúdo para desvendar. E é assim que dá corda a si próprio, e a nós: desafia-nos constantemente para o acompanharmos na mensagem e no prazer de a decifrar. No último disco, “Carga de Ombro”, ouvimos vários momentos aparentemente opostos. Porque esse é o som de todas as complexidades. O da força e da perseverança é o grito de ar nos pulmões que impele um amigo a sair do chão, que repreende a estupidez de misturar saber com opinião, e denuncia o ridículo do medo que leva ao silêncio. E depois, o sussurrar de um segredo confessado quando nos diz que quer estar pronto a dizer “não sei”, que quer ser apenas mais um, mais um homem, vulgar e comum.

Capicua

Ana Matos Fernandes é MC militante desde 2004 e em 2012 conquistou o hip-hop nacional com a sua estreia em álbum de longa duração. Colabora em projectos com DJs e produtores de hip-hop nacionais e volta com novas palavras em 2014 no novo disco “Sereia Louca”.

Gaiteiros de Lisboa

Movimentam-se pela música tradicional e são hoje um tesouro vivo da música portuguesa. O investimento que fazem em pesquisa sonora leva-os a criar os próprios instrumentos. Combinam as vozes com percussão e sopro para projectar a identidade portuguesa para a modernidade.

Moullinex

Se existe uma característica comum em toda a boa música é a sua capacidade para esmagar fronteiras entre géneros, pistas de dança e sofás, doze polegadas e clips do Youtube. É aqui que entra Moullinex, ou Luís Clara Gomes, que se divide entre as pistas de dança de Lisboa (Lux) e Munique.