Portuguesas Inesquecíveis

Duas mulheres à frente do seu tempo, a abrir caminhos com coragem, ousadia e inteligência. Leonor de Almeida, a Marquesa de Alorna, viveu uma vida rocambolesca, entre reis e nobres, filósofos e artistas. Passou dezoito anos trancada num convento por um crime que não cometeu, sobreviveu ao terramoto de 1755 e tornou-se pintora e poeta sem nunca deixar de ser rebelde. Carolina Beatriz ngelo, médica, mãe, feminista, revolucionária. Em 1911 foi a primeira mulher a votar em Portugal, enfrentando leis injustas que só permitiam que fossem os homens a escolherem os seus representantes. As suas vidas marcaram a história portuguesa. E estas portuguesas inesquecíveis ainda têm imensas histórias para contar: elas estão no BONS SONS para quem quiser ouvi-los.

Bestiário à Solta

“Não haverá nunca distância suficiente entre nós e os monstros que nos habitam.” Os monstros povoam os nossos medos e habitam os espaços onde tradicionalmente os pavores se escondem. O que seria dos monstros (e dos medos) se um dia ficassem sem lugares onde assombrar? Do Bestiário Tradicional Português para as ruas das nossas povoações, as criaturas que assombraram os nossos avós encontram agora problemas que nunca imaginaram enfrentar: um mundo poluído tão inóspito que nem os monstros é capaz de acolher. 4 peças, 4 intérpretes, todos os monstros da nossa tradição.

Cascas d’OvO

“Cascas d’OvO” nasceu da necessidade de explorar uma comunicação telepática, sobre-humana, enquanto expoente máximo da conexão relacional de um casal, oferecendo a experiência de uma nova dimensão de diálogo, onde se repensam as relações sociais e as suas formas de expressão: o teatro como microcosmo da sociedade que submerge o público no silêncio e na música de corpos que comunicam.
Peça distinguida como Priority Company 2014 pela rede europeia Aerowaves.

Ka

A lenda das matrioskas fala-nos de algo que se repete maravilhosamente e sem interrupção. Mas o que acontece quando um lenhador não quer fazer mais bonecas? Ou quando teme a natureza da sua própria criação? Esta pequena maneira de contar uma lenda que nos devolve a proteção do ventre materno, cruza a ideia de repetição com a unicidade da experiência de cada um face à criação.

Inuit

Inuit: Um Povo com Vários Povos
Inuit significa POVO. Vivem em profunda intimidade com o planeta e tratam com o mesmo respeito os seres humanos, os animais, as plantas e a natureza. Constroem casas que derretem no Verão e outras que se molham no Inverno. E mudam de sítio como as andorinhas. Há famílias que preferem construir casas de pedra onde se abrigam durante o longo e escuro Inverno. Nas maiores cabem cerca de 50 pessoas e são usadas por toda a comunidade para danças, lutas, jogos e contar histórias. Que histórias e segredos há do outro lado do mundo tão próximas do nosso futuro?

Histórias sem Corantes

Tiago Sami Pereira faz-se rodear de instrumentos musicais para contar histórias, transformando palavras em sons e sons em palavras. Pensada para o público infantil, a atuação é um convite à entrada num mundo de imaginação em que também a audiência pode desempenhar um papel principal. Entre lugares imprevistos e situações espontâneas, a história é contada também pela audiência e vivida numa só voz.

AVÓS

O Quintal dos Avós é fértil em histórias, histórias esquecidas nas nossas memórias de infância e na memória das pessoas mais velhas. Neste quintal, as autoras Catarina Mota e Graça Ochoa apresentam dois espetáculos para todas as idades que nos ajudam a responder como olhamos hoje para as histórias de vida dos nossos avós. Abriram-se gavetas, baús, álbuns de fotos, que andavam para lá esquecidos em qualquer canto do quintal.

Esta História de um Estendal e de uma Avó que Não Sabia Ler, de Catarina Mota, tem como ponto de partida o olhar de uma criança. Uma história particular de uma janela com estendal e de uma avó. Uma história transversal de muitas realidades contada de forma simples e fantasiosa.

Em A Avó que não foi Avó, de Graça Ochoa, esperamos alguém especial para jantar. Tudo tem de estar a preceito! Enquanto é preparada a mesa, as conversas vão-se encadeando umas nas outras, como as cerejas. Desafiamo-nos a moldar novas tradições… reparamos que o tempo passou.

Quis Saber Quem Sou

Quis Saber Quem Sou — Um Concerto Teatral, de Pedro Penim, revisita as canções da revolução, as palavras de ordem, as cantigas que são armas, mas também as histórias pessoais das gerações que fizeram o 25 de Abril, trazendo para o palco jovens atores/cantores e colocando nas suas vozes e nos seus corpos a memória das palavras da liberdade.

Após estreia em Lisboa, e depois de várias apresentações em Aveiro, Porto e Loulé, Quis saber quem sou – um concerto teatral chega agora a Cem Soldos e ao Festival Bons Sons.

Esta apresentação especial privilegia a dimensão musical da criação, dirigida por Filipe Sambado, dando destaque à visão pessoal de Pedro Penim sobre um cancioneiro de teor político e de protesto, dos séculos XX e XXI. José Mário Branco, José Afonso, Fausto, GAC – Vozes na Luta, Ermelinda Duarte, B Fachada, Elis Regina, Woody Guthrie e Os Tubarões são alguns dos nomes nacionais e estrangeiros invocados nesta criação.

Contos e Lenga Lendas

Uma série de concertos e gravações para todas as idades. Concertos para violino e contos cantados. Melodias, cantigas e lenga lendas criadas a partir dos muitos mundos de Dionísio. Cada peça um conto, cada conto uma história para um corpo que se quer vivo. E para cada história surgem canções, sinfonias e sons para um violino que bebe de uma música clássica que não quer ser antiga, da música tradicional um pouco de todo o mundo e de um jazz quase esquecido: inspirado na ideia do solo, do solista e das histórias que se contam quando não há rede. Contos em malabarismo e histórias que aparecem, sempre, quando menos se espera.