Fazer Ideia

Ciclo de performances multidisciplinares (site-specific) desenhadas para habitar espaços não convencionais.

Entre texto, gestos coreografados, lipsync, música ao vivo e ações simbólicas, propõe uma coreografia social onde público e performers, em diálogo com o lugar e o contexto, partilham tempo, escuta e presença. Refletem sobre o trabalho coletivo, os desejos comuns e a delicadeza como força, estruturando-se frequentemente a partir de textos diarísticos em forma de carta, num gesto contínuo onde corpo, som, texto e ação se entrelaçam numa prática de transformação e imaginação partilhada.

A partir do convite para ativar as obras (Não) Ligar Arco-Íris e Abrir janelas à pedrada de Fernanda Fragateiro, Grilo e Inês inauguram um ciclo com as peças Fazer Ideia no1 e no2, com duração variável, participação do público e sem frente definida.

Conto Preto

Conto Preto é uma obra coreográfica que entrelaça as espiritualidades do Candomblé com a força identitária da cultura ballroom, criando um espaço de evocação, celebração e resistência de corpos negros e queer. A partir de ritmos sagrados como ijexá, atabaque e agogô, som, corpo e memória tornam-se meios de comunicação com os orixás e a ancestralidade. No encontro com a ballroom, surge uma ritualidade contemporânea, na qual cada performance é um gesto político de afirmação. Interpretado por três artistas da cena portuguesa, Conto Preto celebra a identidade e a arte como espaço sagrado.

Febre de Burro

O espetáculo é concebido para contextos rurais, curraladas e aldeias, destinado a pequenos grupos de público, proporcionando uma experiência intimista e envolvente. Destina-se especialmente a quem vive em contacto com a natureza e com os animais, permitindo que o público se conecte com o território e com a vida que o habita.

Trata-se de uma proposta itinerante, inspirada nas artes de rua e na tradição popular, que valoriza o encontro entre artistas e comunidade, levando a arte diretamente ao território e oferecendo uma experiência sensorial e participativa.

Elogio da desordem

Joana Sá apresenta “Elogio da desordem”, um monólogo interior para piano semi-preparado, acompanhado por instalação de campainhas e sirenes, toy piano, caixas de ruído, mini-amplificadores, voz e electrónica.
Aproximando-se do teatro instrumental, a pianista procura um discurso musical no qual irrompe ocasionalmente a palavra com textos de Gonçalo M. Tavares. Ultrapassando os limites de uma pianista, Joana Sá apresenta uma performance musical com coreografia de acções – música para ver, ouvir e pensar.

A Máscara como (ul)traje da paisagem

Este projecto visa trabalhar algumas ideias através de performances periódicas durante os dias do BONS SONS e através de uma instalação permanente que de algum modo possa adicionar um território contínuo à performance. A Adega de São Sebastião acolhe um colectivo artístico que trabalha nas áreas de instalação, escultura, imagem e performance, para uma peça que se reinventa entre os dias 12 e 15 de Agosto.

Artistas: João Mourão, Margarida Chambel, Nuno Oliveira, André Neto, Alexandre A R Costa, Filipa Guimarães, Ana Teresa Magalhães

Doravante 12

Doravante 12 é uma performance que acontece nas ruas de Cem Soldos. Serão oferecidas às pessoas participantes diferentes perspetivas sobre a atmosfera singular da aldeia. Um movimento a céu aberto, um passeio ao cair da noite, um jogo de ligações e uma conversa entre momentos.

Pintura Fotográfica

Pintura Fotográfica é uma pintura formada num meio aquoso, resultando numa peça de efeito efémero, baseada num processo de metamorfose, registado por uma fotografia que capta a sequência de acontecimentos. Num tanque de vidro cheio de líquido, materiais tradicionais de pintura são misturados com outros produtos. Em Cem Soldos, a artista irá procurar novos ingredientes para este processo ao longo da aldeia e, depois, criar as pinturas ao vivo, à vista de todas as pessoas.

KdeiraZ

KDEIRAZ é uma peça de dança para crianças de todas as idades que utiliza da experimentação de jogos cénicos com o intuito de problematizar o uso excessivo da cadeira no nosso quotidiano. Em cena, as performers deparam-se com cadeiras comuns e fantásticas e descobrem as possibilidades de brincadeiras que cada uma pode propor. Uma peça em que a cadeira é protagonista e grande propulsora de inesgotáveis experimentações.

A Azenha

A Azenha é uma viagem a um sítio no Alentejo, onde viveram os escultores Jorge Vieira e Noémia Cruz, na casa onde, em tempos, D. Dinis teve uma amante. Fala de amores cósmicos e intuitivos em sítios a que pertencemos. O Rui e a Cláudia, amigos há 20 anos, casados há 10, juntaram-se para falar desse amor, na história de outros que acaba por ser também a sua. Inspirados nestas personagens, Cláudia Guerreiro pinta, cria cenários de cor e papel e movimenta luz num vidro, que é filmado e projetado. A guitarra do Rui Carvalho é a voz da história. Tudo em tempo real.